sexta-feira, 8 de julho de 2011

Firebird



Confesso que, em criança, nunca fui afeita a lendas, não. Para mim, elas se resumiam ao meu pequeno mundo do saci pererê, da mula-sem-cabeça, da caipora, do lobisomem...e isso só vinha à tona mesmo no dia do folclore, quando as tias nos davam textos prá ler (lembro que sempre me tocava a história do negrinho do pastoreio, apegado à Nossa Senhora e maltratado pelo seu senhor) e desenhos prá pintar.
Mas depois, quando os livros de História engrossaram, fomos apresentados a novas civilizações, novas culturas. É fato que meu primeiro contato com a mitologia foi beeem antes, com a Biblioteca do Escuteiro-Mirim, da Disney:





Acho interessantíssimo como muitas vezes assimilamos a ideia de um significante com a pueril avidez passiva para, só tempos depois, seu significado ser (re)construído por nós. Exemplo: eu a-d-o-r-a-v-a assistir ao desenho dos X-Men, e encarava com muita naturalidade o fato de a mutante Jean Grey ter sido dominada pela Fênix, uma força metaforizada por um pássaro com plumas de fogo. Ponto final.
Ledo engano, mera limitação intelectual! A Fênix é uma lenda multicivilizatória: egípcios, gregos, pérsios e chineses já a reverenciavam por sua cobiçada imortalidade.
Há duas lendas legais sobre a Fênix, é só acessar os seguintes sites:
http://www.firebirdborzoi.com/firebird
(a bela jovem transformada em pássaro de fogo por um feiticeiro)

http://www.surlalunefairytales.com/firebird/index.html
(o fantástico pássaro cuja captura é, ao mesmo tempo, uma bênção e uma maldição para o mais novo de três filhos de um czar)

Essa suposta ave luminosa e forte que renasce das próprias cinzas sempre trouxe em seu bojo um grandioso significado: o da renovação, o da esperança. E foi essa ideia linda e intensa que me veio à mente ao assistir ao segmento "Firebird" do filme Fantasia 2000:




Sempre que vejo esse vídeo, me emociona a capacidade desses caras de transmitir, com tanta sensibilidade e inteligência, um conjunto de símbolos tão presentes - e não raro pungentes - nas mentes humanas, como o sopro da vida (remetendo à relação Criador-criatura), a circularidade destruição-renovação da natureza (a questão da vida após a morte) e a figura feminina do cuidado (a relação ambiente-homem no seu desenvolvimento).


Ah, achei um comentário sobre o vídeo: "the chapter in the animated film Fantasia 2000 based on Stravinsky's piece uses an abridged version of the 1919 suite to tell the story of a spring sprite and her companion elk. After a long winter the sprite attempts to restore life to a forest but accidentally wakes the "Firebird" spirit of a nearby volcano. Angered, the Firebird proceeds to destroy the forest and seemingly the sprite. She is restored to life after the destruction and the forest life is reborn with her."

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Feira do Artesanato

 Mestre Expedito Seleiro (CE)


"Na sociedade atual, caracterizada pelo avanço industrial e tecnológico, o crescente gosto pelos trabalhos artesanais expressa a necessidade humana de manter laços com os modos de vida que marcaram sua existência desde os remotos tempos pré-históricos. No sentido estrito, artesanato é qualquer tipo de trabalho realizado manualmente, em oposição aos executados por meios mecânicos, ou em série. Nos dias de hoje, os exemplos de artesanato são: cerâmica, tapeçaria, entalhe, encadernação, bordado e ourivesaria.
Desde seu aparecimento no final do século XIX, o termo artesanato teve significação ambígua, que englobava todo o conjunto de atividades não agrícolas, sem distinguir o artesão do artista. Antes da revolução industrial, o artesanato era o único tipo de produção existente. Na Europa, os artesãos desempenharam importante papel no desenvolvimento das sociedades urbanas, nas quais exerciam poderosa influência. (...)"

Para quem quiser ler o texto na íntegra, peguei daqui, ó:
http://www.emdiv.com.br/pt/arte/enciclopediadaarte/501-o-artesanato-e-sua-historia-no-brasil-e-no-mundo.html

Sim, um dia desses, fui à Feira do Artesanato Mundial no Centro de Convenções. Tirei menos fotos do que gostaria (por exemplo, em um dos quiosques, havia quadros que, de longe, pareciam pinturas, mas quem se aproximasse veria telas preenchidas por pedrinhas dos mais variados matizes!).


Não lembro a nacionalidade desse quiosque...
 Belíssimas luminárias

 Peças de xadrez e tabuleiro de ônix paquistanês (o branco é o mais raro de todos)

O cara achou ruim eu tirar a foto das luminárias, mas me fiz de besta