terça-feira, 14 de junho de 2011

Arteterapia: O Conceito

"A Arte nasce quando viver não é suficiente para exprimir a vida" 
(André Gide, escritor)






Li num site de terapia ocupacional* que, de acordo com escritos freudianos, as imagens escapam com mais facilidade do superego do que as palavras, alojando-se no inconsciente e por este motivo o indivíduo expressa-se melhor de forma não verbal. A necessidade da comunicação simbólica origina-se deste pressuposto.
É nesse contexto que se insere a arteterapia como um processo terapêutico que se serve do recurso expressivo para auxiliar na comunicação do indivíduo consigo mesmo e com o meio, e, portanto, no auto-conhecimento.
Surgida após a II Guerra Mundial como alternativa para a recuperação de milhares dos pacientes politraumatizados sobreviventes do conflito, ela tem se popularizado muito desde a década de 1960. Vale desenhar, pintar, esculpir, fazer colagens, fotografar, bordar ou explorar inúmeras outras linguagens, desde que haja a disposição criativa de experimentar as possibilidades de cada material.
Em um site correlato**, achei interessante a autora afirmar que a utilidade das técnicas artísticas em um contexto terapêutico se manifesta na medida em que  elas ajudam as pessoas que querem se conhecer a expressarem não apenas aquilo que está presente em sua consciência, mas também aquilo que está emergindo de seu inconsciente. Ao realizar um trabalho artístico, seu autor revela um imagem de seu mundo interno, trazendo para o mundo externo e objetivo a imagem que estava internalizada e na dimensão do imaterial, em seu mundo subjetivo. Ao contemplar suas próprias obras, o autor entra em contato com características essenciais que compõe a sua identidade. Ao usar recursos artístico, reconhece seus recursos internos, ou seu poder criativo, revigorando o sopro de vida contido em si mesmo.



*http://www.terapeutaocupacional.com.br/arteterapia.htm
**http://www.ondetem.com/dircenea/espiritual.htm

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