terça-feira, 14 de junho de 2011

Prólogo 2



Quando tinha 6 anos, Saint-Exupéry desenhou uma jiboia digerindo um elefante, que os adultos interpretaram como sendo um chapéu. Frustrado, ele reclamou consigo mesmo: "pessoas grandes não compreendem nada sozinhas".
Acho que meus pais eram gente grande diferente, pois não me lembro de ter sido tão mal-interpretada artisticamente desse jeito; se bem que eles tinham a sensibilidade de perguntar do que se tratavam os desenhos antes de fazer comentários, quase sempre suspeitamente positivos...
Uma das grandes vantagens da criança no contexto do processo criativo é não saber, ou melhor, não dar a mínima para se alguém já se expressou como ela antes; suas obras são inéditas, puras, sem influências externas ou preconceitos, LIVRES.
Ao comentar com meu namorado que uma das cadeiras "optatórias" (de um rol de optativas, temos de cursar uma carga horária mínima ao longo da graduação) seria Arteterapia, ele disse, em tom de brincadeira, que eu voltaria a me sentir criança. Deus te ouça, amor!

Nenhum comentário:

Postar um comentário