Pode falar, Houaiss:
"Moda: s.f. conjunto de opiniões, gostos e apreciações críticas, assim como modos de agir, viver e sentir coletivos, aceitos por determinado grupo humano num dado momento histórico; conjunto das principais tendências ditadas pelos profissionais que trabalham no ramo da moda (...)"
Hoje estava vendo tevê e deparei com trechos de dois filmes peculiares: Lincoln - O caçador de vampiros e João e Maria - Caçadores de bruxas. Espero que essa onda de filmes e livros explorando temas como zumbis, vampiros e bruxas passe logo. Não que não tenha apreciado ler Harry Potter e a saga Crepúsculo, mas seria bom se eles soubessem a hora de parar e oferecer assuntos novos ao invés de venderem mais do mesmo. Mas, se as vendas continuam, é porque há quem não enjoou ainda.
Enfim, o certo é que as preferências das massas em geral não me agradam. Primeiro, confesso que, por birra, não faço algo só porque outros estão a fazer ou a pedir que eu o faça. Quando minhas irmãs, com o resto do mundo, estavam vivenciando o auge da febre J. K. Rowling, eu não tinha a mínima curiosidade de passar meus olhos para além das capas que elas me mostravam contentes após comprar ou ganhar (uma delas chegou, inclusive, a adquirir o último volume na versão em inglês, tamanha era sua ansiedade). Só algum tempo depois, de férias, enquanto estava arrumando nosso quarto, vi aqueles volumes empoeirados; li muito rápido porque, de fato, é uma ótima história contada de forma incrivelmente descritiva e fluida. Segundo, gosto de desfrutar de uma ilusória exclusividade quanto ao que tenho e faço. Gosto de descobrir lugares interessantes sem que ninguém me tenha falado deles; gosto de assistir a documentários sobre assuntos incomuns, desconhecidos por mim; gosto de usar roupas atemporais, de preferência, anti-moda.
Quanto às tendências de moda, destaco, no segundo significado do verbete, a palavra "ditadas". Tenho forte aversão pelo modo como me sinto, feito gado humano, compelida a usar o que "está na moda". Quando entro numa loja popular, quase tudo o que me rodeia é uma versão barata do que astros e estrelas nacionais e internacionais estão usando sob orientação dos grandes estilistas. Se as vendedoras que me atendem soubessem o quanto detesto esse modismo alienante, jamais diriam: "esta é a peça que mais sai" ou "tá todo mundo usando!". Gosto do belo e não preciso de ninguém me dizendo o que é e o que não é belo. Claro que preciso que alguém produza as roupas, pois só sei usar fio e agulha prá suturar, mas isso não significa que não posso ter meu estilo.
Cansada de ver tantas aberrações nas passarelas e nas ruas, decidi um dia selecionar peças que me transmitissem o belo, o equilíbrio, a discrição. Seguem alguns cliques:



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